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samedi 31 décembre 2011

A MORTE DE 2011

23 horas e 59 minutos do dia 31 de Dezembro.

Algures, no planeta.

2011 prepara a mala para ir de despedida. A mala era uma mala especial, era um luxuoso caixão.
Ele passou 12 meses muito doente e sentia que os últimos minutos de vida estavam a chegar.
Num dos cantos do caixão ele acomodou tudo o que lhe pertencia; os maus momentos que foram muitos, os desgostos por saber que não viveu com harmonia nem paz nem amor, muitas pessoas o detestaram e estavam desejosos de o ver partir.
Quantas vezes ele ouviu dizer, maldito Ano este, espero que o Novo seja melhor, este ano, foi um ano de mudanças, mas para pior, e 2011 andava triste, doente, mancava mas havia também os que diziam que tinha sido um bom Ano, que lhes tinha trazido a crise e que com ela tinham visto aumentar substancialmente as suas riquezas e esfregavam a carteira de contentes, dizendo: Esperemos que no Novo Ano de 2012 nada mude!

As 24 horas do mês de Dezembro estavam já próximas; 2011 preparava-se para meter o primeiro pé dentro do caixão e eis senão quando...
Tlim tlim tlim tlim
2011 olha em redor e vê chegar em grande pompa e circunstância uma grande Limusina, toda enfeitada, música bem forte que invadia todas as casas.
-Olha quem ele é, disse o 2011, então? Chegas-te com vontade de fazer melhor do que o que eu fiz?
-Espero bem que sim, pois que tu foste um ano de desespero para a pobre gente que esperava mais de ti e que fizeste tu? Nada de bom! Eu vou fazer melhor do que tu, vais ver.. bom... bom é uma maneira de dizer, pois que te faltam só alguns segundos para morreres.
-Pois, eu quando cá cheguei, também disse o mesmo que tu, mas não consegui fazer algo de bem, quando eu tentava alguma coisa para agradar, havia logo protestos que davam direito a guerras. Quis dar abrigo a tantos pobres, logo fiquei mal visto e muitas mais coisas que tenho vergonha de de contar, não te quero fazer perder o moral, mas desejo-to imensa coragem para fazeres algo de bem a este pobre povo, que muito tem sofrido.
-Conta comigo, respondeu 2012
Dim-dom, dim-dom, dim-dom, dim-dom
Os sinos anunciavam a chegada do Novo Ano, o tão esperado 2012 e nesse preciso momento. 2011 caiu dentro do caixão, 2011 tinha acabado de morrer.
As janelas se abriram e os habitantes vieram para a janela festejar a chegada do 2012, ouviam-se as rolhas das garrafas de champanhe para alguns, para outros um pouco de vinho branco fazia o que podia, os beijos e os desejos de um Feliz Novo Ano ouviam-se para todo o lado, 2012, contente por ter nascido, acompanhava do olhar o povo que cantava e dançava nas ruas com a esperança que tudo iria correr melhor a partir daquela hora, mas começou a chover e todos entraram nas suas casas, deixando 2012 entregue às suas esperanças, mas nessa noite... choveu!

vendredi 30 décembre 2011

BRECHT E EU

Brecht dizia e creio com absoluta razão,
Que quando as margens do rio nos apertam
Devemos-nos soltar e procurar outra paixão



Estou de acordo com esta forma de ver
Quem sou eu eu para Brecht contrariar?
Eu, que tanto mal me dou para escrever.



As frases me apertam, as rimas nem falo;
Para me exprimir, quanta dificuldade sinto,
Por vezes pergunto, escrevo ou eu me calo?



Decido, escrevo, mas sei que escrevo o quê?
Alguém compreende o que eu quero dizer?
Sofro por isso, sofro por não saber escrever.




mercredi 28 décembre 2011

GOSTAVA DE SER POETA

Como eu gostava de ser poeta!
O meu nome em letras gordas
lá bem no alto da lista
Mas não passo de um pateta
Que só sabe fazer pirueta
Mas nunca chega a artista.

Será a minha caneta ou serei eu
Que não tem o dom da escrita?
A caneta não gosta de mim, eu sei
Vê como escreves, meus Deus!....
Escreve com mais jeito.... meu!.....
Se quiseres chegar a artista.


Mas que queres? Nada mais consigo
Do que dizer o que me vai na alma
A inspiração dá-me uma pista
Eu faço o possível de contigo
Convencer um verso amigo
A rimar para ser artista.

Mas as hipóteses são raras
Ser poeta é ser alguém
Que escreve com sentimento
Para ele as letras são searas
Onde ele colhe palavras raras,
O poeta é mais que artista.


dimanche 11 décembre 2011

PERCORRO A CASA DA SAUDADE

Tenho o meu corpo cheio de água
E a água cheia deste meu corpo,
É uma grande piscina de magoa
Onde eu vivo mas quase morto.

Estas mágoas que a vida nos trás
Mas em as aceitando eu afago-as
Para poder sorrir e viver em paz,
Tenho o meu corpo cheio de água.

Onde o amor também navega
Pois nele sinto o meu conforto,
Tenho o coração cheio de entrega
E a água cheia deste meu corpo.

Essa água que alimenta a vida
Para a minha alma é fragua
Que para sarar as minhas feridas
É uma grande piscina de mágoa.

Quero viver com felicidade
Pois que sofrer não suporto,
Percorro a casa da saudade
Onde vivo mas quase morto.

mercredi 7 décembre 2011

TENHO DOIS AMORES

Eu vivo em bela bigamia
Eu tenho dois belos amores,
Um que se chama Martine
E a segunda se chama Artrite.
Mas elas são duas flores
Que não há quem as felicite.



Uma me ataca as algibeiras
A outra as articulações
As algibeiras sempre vazias
A Artrite torce-me os dedos
E os pés parecem melões
Que de os ver até arrepia.

vendredi 25 novembre 2011

COMO VOLTEI, PARTIREI

Morri, mas hoje quis voltar à vida.
Prometem-me que hoje ela é melhor
Venho para ficar se houver só amor
Não como naquela vida já vivida.

Essa não, foi vida de amor vazia
Quero voltar, sim, mas com prazer
Com alegria e vontade de bem viver,
Viver a sorrir mas sem ter euforia.

Quero encontrar apenas felicidade
Que no coração não haja inverno
Mas muito calor e muita lealdade.

Se assim não for, vou-me embora
Prefiro voltar ao repouso eterno
Não quero viver como vivi outrora.

















mercredi 23 novembre 2011

PROCURO UM AMOR


image lorenaluv«cena.zip.net


Eu estou sozinho, não tenho um amor
A minha juventude há muito que acabou
Não sei o que fazer, oh... que horror
Coração abandonado, que sempre amou.

Experiência da vida, mas sem palavras
As palavras de hoje não são de antigamente.
As palavras antigas nas novas encrava
E as modernas não entram, na minha mente.

Mas houve alguém que me deu uma ideia
Para ir a uma discoteca, para ir dançar
Então irei à discoteca da minha aldeia
E uns piropos à minha maneira irei lançar.

Dançando, belas palavras vou sussurrar,
Palavras doces de amor a uma mulher
Docemente aos ouvidos lhe irei cantar
Uma canção doce, uma balada de morrer.

Jovem, faço este mês 79 lindas primaveras
Sempre guardei comigo palavras belas
Vou tentar a minha sorte,lanço-me às feras
Vou-lhe dizer que o meu amor é só para ela.

Se encontrar uma jovem que tenha oitenta
Pouco importa, portuguesa ou brasileira
Vou por nas minhas palavras mais pimenta
Talvez que assim alguma caia na ratoeira.

vendredi 18 novembre 2011

É O QUE VOS DIGO

Estou pronto para morrer
Como e quando, não sei
É o que vos digo, podem crer
Estou farto da vida também.


Farto desta podre sociedade
De ego sempre bem inchado
Não existe a solidariedade
O Mundo já está quadrado.

A cada ângulo um hipócrita
No centro um mau palhaço
Que não passa de um parasita.

Que nos dá muita urticária
E no coração fica o traço
De felicidade imaginária.










dimanche 13 novembre 2011

O DIA CHEGARÁ


Olha à tua volta
E que vês tu?
De crianças sem pais,
E de pais sem crianças.
E que vês mais?
Uma terra em fogo
E todo o teu povo
De olhos esbugalhados,
Imagem de desespero.
E que fazes tu?
Continuas a guerra
Queimas esta Terra
Que não pede que Paz.
Mas tu não és capaz
Do que impor tu arrogancia,
Teu poder, tua ganancia.
Tu és tu e eu não sou eu!
Mas o dia virá,
Em que nós seremos nòs,
Tu serás sempre tu,
E o povo será o teu algoz!


TENHO UM OCEANO NO MEU JARDIM

Tenho um Oceano enorme no meu jardim
A água é bela bem azul tem a cor dos Céus
Todos os bichos marinhos estão junto a mim
Alimento-os com o cinismo de inimigos meus

Tubarões querem saber, são às mãos cheias
Que tudo devoram até mesmo a dignidade
Faço atenção pois que as serpentes, as moreias
Estão sempre prontas para morder sem piedade.

As alforrecas é melhor ninguém se aproximar
Deixam-nos carregadinhos de bela urticaria 
Por causa delas, passamos o dia a nos coçar
Pois que as borbulhas não são nada imaginárias

Para esquecer o mal que esses animais fazem
Calculem... até la tenho uma enorme baleia
Golfinhos brincando que a alegria nos trazem
E nem queiram saber, está la uma bela Sereia

Sereia que nos seus belos cânticos de encantar
Encantam as avezitas que no jardim se pousam
E que com ela fazem concertos de nos extasiar
Assim de todos os males nossas almas se repousam.

PUTA DE VIDA

Puta de vida, puta de sociedade
Não é só a puta que é fodida
Mas também a nossa dignidade.
Mesmo a dignidade da puta
Nem ela mesmo é respeitada
Ninguém é ninguém, não somos nada.
Tenho vontade de ser kamikas
Fazer explodir tudo em palavras
Das mais rudes às mais malcriadas
Pois que há gente sem sentimentos
E nada servem os lamentos
Daqueles que são feridos de morte
Que andam no Mundo sem Norte
Que tudo fazem para o merecer
Mas esse Norte nem sequer dá para ver.
Um véu negro se levanta
Se reagem logo alguém se espanta 
E dizem-lhes, vão-se foder.
Se estou revoltado? Ah pois estou
Gostava de viver num mundo sem hipocrisia
Sem o cinismo das guerras
Mesmo que sejam só de palavras
E essas fazem na verdade doer.
Porquê, porque quero a paz 
E contrariado não posso responder

samedi 12 novembre 2011

A SONDAGEM DO ESQUELETO

Sábado, como todos os sábados há a mania do sábado à noite. Discotecas, baillaricos, fado, e amor enchem a noite.

Duas horas da manhã, numa ruela da Madragoa.

Clicclacclicclac clicclac.... clic clac......... clic clac..... clac.
-Ó amigo, pare aí!
-Não, não precisa de por as mãos no ar, não sou da policia, faço uma sondagem.
-Céus, mas o que é isto? Eu bem dizia ao meus colegas que já tinha bebido um copo a mais, eles não acreditaram,mas a prova está aqui, estou com alucinações, um esqueleto que faz sondagens, Valha-me a Virgem Maria, não sou crente , mas Virgem, vem me ajudar, gritava o jovem,
-Qual Virgem qual carapuças, você já viu virgens a passearem a esta hora nas ruas da Madragoa? Pensa que sou parvo ou quê.
-Mas....
-Nem mas. Nem meio mas, diga lá, você é inteligente? É para a sondagem,
-Sou, sou sim!
-Bom, dois e dois faz quantos?
_Mas para responder a isso, não é preciso ser inteligente!-
Clicclicclic, os esqueleto começou a se enervar
-Se eu lhe faço a pergunta, há uma razão, responda lá, quanto faz dois e mais dois.
-Quatro, respondeu o jovem.
-Tem a certeza?
-Tenho.
Qual é o seu curso?
-Economia.
-Então você é instruído mas não inteligente, mas tem razão, os tempos mudaram e as inteligências não são as mesmas. Repare no meu tempo Salazar era professor de economia e ele dizia que dois e dois eram quatro para pagar e para receber eram vinte e dois, aquilo é que era inteligência, hein?
Com o medo que estava, o jovem dava sempre razão ao esqueleto.

-Mas há uma coisa que eu não compreendo, como é que o senhor sendo um esqueleto anda a fazer sondagens?
-É simples, caro amigo, eu sou esqueleto da inteligência que já morreu há muitos anos e estou interessado em saber como a inteligência está de saúde nos tempos modernos e como sou muito invejoso, não quero que a inteligência de hoje, seja superior àquela dos meus tempos.

-Tenha uma boa noite, jovem!
-Obrigado senhor esqueleto, para si também!
E o jovem lá se foi e pelo caminho ia dizendo, dois e dois vinte e dois, três e três, trinta e três, quatro e quatro, quarente e quatro,.................
Lá longe, sobre as pedras da calçada, ouvia-se clicclicclicclic... clic...clac.....clic.... clac........... clac.
-Caro senhor, pare aí! é para uma sondagem...

mardi 8 novembre 2011

PENETRAÇÃO

Depois do tempo que eu te dava guarida
Tu vieste a ser a mais bela do meu harém.
Tu eras a mais desejada a mais querida
Mas como as outras, tu passas-te também.

Agarrei-te com as minhas duas mãos
Tu te debates-te, não aceitavas
Eu não perdi a esperança, isso não
Eu segurei o teu corpo, bela escrava.

Remorsos? certo, mas queria-te comer,
Vi todo o sangue que tu perdes-te .
Tinha desejos de ti, a morrer
Depois da penetração, tudo esqueces-te

Consegui entre minhas pernas te prender.
Não desisti de fazer com que fosses minha,
Preparei a minha ferramenta do dever
E penetrei a faca no pescoço da galinha!


UMA ALCACHOFRA DE AMOR


Quando cheguei ao Paraíso
Encontrei o Santo António
Com uma alcachofra na mão.
Perguntou-me com um sorriso
Se era eu o Demónio
Que entrou no teu coração.

Vi os seus olhos brejeiros
Me olharem com malícia
E esperando uma resposta.
O meu reflexo primeiro
Foi pensar com delicia 
À mulher de quem se gosta.

Olhei para o Santo. António
E disse-lhe com vaidade
Que o teu coração era meu.
Disse que era o Demónio,
Não lhe escondi a verdade
Mas o meu coração era teu.

Falei-lhe dessa fogueira
Onde contigo queimei 
Uma alcachofra de amor.
Refloriu para a vida inteira
E foi assim que comecei
A amar uma flor

Disse-lhe que vinha sósinho
E que ficas-te a chorar
Porque nós nos separámos.
Quis-te deixar no nosso ninho
Para seres tu a guardar
A alcachofra que queimamos.


lundi 7 novembre 2011

A NOITE

Noite... Deusa dos meus desejos
Em que de Lua em Lua,
Indo de rua em rua
Dei e recebi beijos,
Destrocei corações,
Causei desilusões.
E no silencio do vazio
Também fui feliz
Nas ruas do meu País!
E mesmo se no escuro não vejo,
Noite... és Deusa dos meus desejos.

samedi 5 novembre 2011

O NOSSO AMOR DESAPARECEU

Eu era o teu queridinho
Quando te conheci
Fizemos o nosso caminho
Tu para mim, eu para ti.

Beijos e mais beijos
Caricias em palavras
Sempre com desejos
Dos que tu me davas.

E assim continuamos
Por bastante tempo
Nós nos adorávamos
Sem algum lamento.

Mas não sei porquê
Tudo foi mudando
Minhas cartas não lês
Teu amor é brando.

Quando eu te escrevo
Tu não me respondes
E já não sei se devo
Ir onde tu te escondes.

Não me fazes atenção
Vou parar de te escrever
Pois que o meu coração
Não o quero ver sofrer.

vendredi 21 octobre 2011

MINHA VIDA, MINHA PAIXÃO.

Ofereci-te uma rosa, em noite de Lua cheia
Uma rosa de amor muito bem perfumada
Que tinha brotado dentro do meu coração
Era o meu amor por ti que cresceu do nada.

Vi o teu sorriso nos teus belos olhos azuis
E vi os teus lábios procurarem os meus
Que de pronto aceitaram cheios de desejos
Nossos lábios se colaram foi um dom dos Céus.

Meu amor, meu amor, minha paixão minha vida

Sem ti não poderei viver, nosso amor vai crescer
Nada nos poderá parar, quero-te amar sem fim
Pois que tu vives dentro de mim e será até morrer.

Amanhã meu amor, de certeza te darei outra flor

Outra rosa mas de cetim para enfeitar o nosso leito
Leito, onde faremos amor na escuridão da noite
E assim nascerá um verdadeiro amor perfeito.













jeudi 13 octobre 2011

ESTAS CRIANÇAS SÓ PEDEM AMOR

Era terça feira.
A neve caía
E nessa rua fria
Eu caminhei.
Num passeio deitados
Cobertos com cartões
Estavam dois corações
A quem a mão eu dei.
Eram duas crianças
Ao frio, abandonadas
Com as roupas molhadas
De frio tiritando.
Levei-os ao café
Onde sofregamente
Os dois pobres entes
O estômago aqueceram
E o calor adorando
Eram duas crianças
Pelos pais abandonados
Sozinhos e escorraçados
Por uma sociedade sem calor.
Mas para quando
Veremos esta miséria
Banida como bactéria
Nociva para a vida.
Estas crianças, só pedem amor.

mercredi 12 octobre 2011

O ZÉCA ERA O ARDINA

O Zéca era o ardina
A Cristina a varina
Da nossa Lisboa.
Dois jovens amantes
Como havia dantes
Lá na Madragoa.

Sempre sorridentes
Airosos , contentes
Felicidade no ar.
Bairristas de raça
Que tinham a graça
De quem sabe amar.

Ela amava-o tanto
Que com certo encanto
Lhe disse ao Luar.
Leva-me à Igreja
Bendita seja
Quero-me casar.

E um dia,
Lado a lado, no Altar
O sim deixaram saltar
Dos seus lábios risonhos.
O amor,
É o caminho da razão,
A via para a paixão
E a rota para os sonhos.

Seus olhos cintilantes
Como diamantes
Brilhavam de amor.
Seus lábios sorriam
Lábios que só queriam
Beijar com ardor.

Dois corações amigos
Agora bem unidos
Para a vida inteira.
Há festa na Madragoa
Está feliz Lisboa
Engalanou-se a Ribeira.

A vida é um carrossel
E a Lua de Mel
Tem o seu lugar.
Ela será doce e divina
Para o Zéca e para a Cristina
Não vai acabar.


A. da fonseca

mardi 11 octobre 2011

UM ALDEÃO NAS ESTRELAS

Desfiz o meu pé-de-meia
Sou o mais rico da aldeia
Sempre fui muito poupado.
Agora quero passear
Quero o Céu admirar
Porque já sou reformado.

Inscrevi-me numa excursão
E de cabaz e garrafão
Disse adeus à minha casa.
Decidi ir visitar
Todo o sistema solar
Num foguetão da NASA.

Primeira escala... a Lua.
Sem interesse, estava nua
Só poeira, só calhau.
Nem uma sombra sequer
Para descansar e comer
Meus pastéis de bacalhau.

No silencio, este maloio
Comeu o seu pão saloio
E o seu frango grelhado.
Pedi para ir ao Paraíso
Disseram-me... tenha juízo
Tem o caminho vedado.

Marte, veio a seguir.
Cheguei e pus-me a rir,
Nada havia de especial.
Bebi o meu carrascão
E cheguei à conclusão
Que o mais lindo é Portugal.

mercredi 28 septembre 2011

O DIA EM QUE A NOITE CAIU

Depois de ter jantado, fui até à varanda da minha casa, estava uma bela tarde de verão e de repente,
buooooom!!!! A noite caiu!

O estrondo foi enorme e o susto, meus amigos, nem queiram saber. Era tanta a poeira, que não se via um palmo à frente do nariz. Felizmente estava protegido pelo varandim e nada me aconteceu de mal.
Os bombeiros começaram a chegar, havia bombeiros por todo o lado. As gruas em um número enorme, as pessoas corriam de um lado para o outro completamente desorientadas.

-Oh amigo... gritou para mim um bombeiro, dê uma ajuda!
-Dar uma ajuda a quê, o que é que quer que eu faça?
-O homem, então não vê que vamos tentar levantar a noite?
-Isso é tempo perdido, não vê que a noite é grande demais?
-Pois é, respondeu o bombeiro, mas vamos tentar.



Para lhe fazer prazer, lá fui dar uma ajuda, mas como andava um bocado doente, desisti e ainda por cima tinha que entrar em casa para fazer o que fazia todos os dias antes de dormir, era uma obrigação.
Lá fui para casa, passei pela cozinha e fui para o quarto e a minha esposa nem deu por nada, ressonava de tal maneira que nem sei se foi por causa disso que a noite caiu.
Então comecei a minha necessidade do dia antes de dormir. Peguei nela como de costume, abria em duas, uma para a esquerda outra para a direita, tirei o caroço da banana e colei a pele contra a minha testa.
-Ufff! Já me sinto melhor, tinha que ser assim todos os dias para poder dormir.
Adormeci como um bebé e pela manhã quando acordei, fui à janela e verifiquei que os bombeiros tinham conseguido levantar a noite, estava um lindo dia de Sol.

vendredi 16 septembre 2011

ESTA NOITE MEU AMOR, NÃO QUERO FAZER AMOR


Esta noite, meu amor, não quero fazer amor
Quero ficar junto a ti para te poder adorar.
Quero ver como tu te despes docemente
Com o teu lindo sorriso sempre presente
Quero ver o teu corpo para o apreciar

Sabes bem, sabes bem e eu também sei
Que quando na nossa cama nos deitamos
Só pensamos em fazer amor, nada mais
Ficava atracado a ti como se fosses cais
E onde as nossas cordas amarramos.

Mas o amor é muito, muito mais complexo
O coração tem que bater por amor desejado.
Ele têm que bater no mesmo compasso
Não é só ir para cama quando por lá passo
É ter a certeza que o nosso amor é bem amado.

Hoje venho te pedir perdão do amor perdido
Quero passar a noite ao teu lado, meu amor
Tenho comigo um lindo presente a te oferecer
Eu não quero que tu venhas me agradecer
Para ti meu amor te trago este ramo de flores.

Coloca-as numa jarra á cabeceira da cama
Para que elas possam perfumar o nosso amor
Não serei ciumento dessas rosas vermelhas
Pois eu sei que tu serás a mais bela abelha
Que pela manhã vai levar o mel a essas flores.



lundi 12 septembre 2011

O AMOR É COMO UM RIO


Naquela rua sombria
Debaixo do candeeiro
Ao frio, passava horas.
Nem a tua sombra eu via
Era no mês de Janeiro
Como de costume chovia.
Na soleira de uma porta
Que me servia de abrigo
Ali passava o meu tempo.
A tua janela estava morta
E nem sequer o postigo
Lhe passou o testamento.
Aquela janela branquinha
Que tanto me fez sofrer
Continuou sempre fechada.
Ficou para mim a janelinha
De o amor de uma mulher
Para mim acabou em nada
Enfim, deixou de chover
O meu coração ficou frio
O nevoeiro o envolveu
Mereceu a pena sofrer
Pois o amor é como um rio
Nasce alto, acaba por morrer.

O POETA MORREU, VIVA O POETA


O poeta morreu
viva o poeta.
Se alguém
dele já se esqueceu
tem a porta
aberta
para visitar
as obras que deixou
as poder apreciar
as poder criticar
mas não o imitar.
cada poeta
é único
um estilo
uma alma
nervosa
ou calma
mas o amor
que ele deu
esse é imortal.
 
 

dimanche 11 septembre 2011

UNIVERSO DE BARÕES

Todos nascem com esperança
De viver em igualdade
Mas nos pratos da balança
Nunca se encontra a verdade.

O peso capitalista
Não é igual ao do pobre.
O primeiro, é egoísta
O segundo, é o mais nobre.

Há tanta vida perdida
Neste Mundo de ilusões.
É vida sem avenida
Mas vida de privações.

Há os que matam pelo poder
E têm o mundo na mão.
Os que lutam até morrer
Para terem direito ao pão.

O Sol nasce e brilha
Mas para muitos não tem cor.
É viver no meio de ilha
Com roseiras sem flor.

E neste Mundo selvagem
Universo de Barões
Ser igual é só miragem
Em deserto de ilusões.

Já não há mais esperança
Como havia antigamente.
O Mundo está em mudança
Andam a enganar toda a gente.
Ninguém sabe onde está.
Ninguém sabe como é.
Vladimir Ivitch volta já,
Vem depressa e traz o "Ché".

PARA OS AMANTES DOS ANOS CINQUENTA, UMA PÉROLA A GUARDAR


http://www.youtube.com/watch_popup?v=_mQHr8bAojU&vq=small

lundi 5 septembre 2011

QUANDO NASCI

Quando nasci
Ninguém me disse que existia a tristeza.
Quando nasci
Ninguém me disse porquê o mundo rodava
Só me disseram que tudo era só beleza.
Quando nasci
Não me disseram que o sol só brilhava de dia
Quando nasci
Não me disseram que ele não brilhava para todos
Só me disseram que viver era muita alegria
Quando nasci
Não me disseram que existiam as favelas
Quando nasci
Que para muitos era sempre noite, não viam
Que a Lua só chegava à noite com as estrelas.



Cresci, e vi muita tristeza, muita solidão
Muitos sem amor sem lar, e sem cama
Resistindo ao frio e dormindo no chão
Vidas vividas tristemente e sem chama.



Quando nasci
Ninguém me disse toda toda a verdade
Quando nasci
Comecei logo ali a ser bem enganado
E eu acreditei que tudo era igualdade.
Quando nasci
Logo nasci entre palavras de mentira
Quando nasci
Ninguém me falou do cinismo, da hipocrisia
Que no fim é a verdade no nosso dia a dia.
Quando nasci
Nasci entre beijos e muitos e belos sorrisos
Quando nasci
As caricias não faltavam e os elogios também
Hoje acredito que tudo isso não era preciso.



Cresci, e vi muita tristeza, muita solidão
Muitos sem amor sem lar, e sem cama
Resistindo ao frio e dormindo no chão
Vidas vividas tristemente e sem chama.













dimanche 4 septembre 2011

SÃO ROSAS DO MEU JARDIM


Cantei uma serenata
Debaixo da tua janela.
Palavras em catarata
Derramadas na ruela.

Quis encantar teu coração
Com uma canção de magia.
Meu coração cantou em vão
A janela ficou vazia.

Tenho para te oferecer
Lindas rosas de cetim
Quero que te façam prazer
São rosas do meu jardim

Jardim em forma de estrela
Iluminado pelo teu olhar.
É lá que está a Capela
Onde nos poderemos casar.

Tu és a minha perturbação
Meu amor minha paixão
O sangue das minhas veias.
Eu sou a onda do mar
Que se quer espreguiçar
No teu corpo de sereia.


vendredi 2 septembre 2011

PELA FELICIDADE DESPREZADOS

Quando nascemos, devíamos nascer para sermos felizes,
Mas nem sempre assim é, há só alguns privilegiados
Todos temos alma, coração temos todos as nossas raízes,
Então porque será que pela felicidade somos desprezados?

Caminho nas ruas da cidades, das vilas, e não vejo o sorrir
De tanta gente com a qual eu me cruzo, vejo muita tristeza.
Vejo os sem abrigo estendendo a mão à caridade, a pedir
Alguns cêntimos para viver, mal, com fome com certeza.

Vejo também as crianças que se prostituem por essas ruas.
Vejo os abutres que esperam pela vitima da infelicidade,
Pessoas, sem coração, oportunistas e que de amor são nuas
Vivem num deserto, tudo é miragem, mas tudo é a realidade.



mercredi 31 août 2011

SONHA QUE SOU TEU ABRIGO


Sonhar é viver no irreal.
Vogar no espaço sideral,
Ir de estrela em estrela.
É um cometa que passa
É dar à vida a graça
A graça de uma gazela.

Por isso sonha comigo
Sonha que sou teu abrigo
Cabana do teu sonhador.
Na magia dos nossos sonhos
Poder beijar teus olhos.
Nessa cabana do amor.

Viajar os nossos sonhos
Sobre um tapete voador,
Passarem perto da Lua
E das estrelas do amor.
E sobre as nuvens brancas
Onde nos pudermos pousar,
Os nossos corpos rolamos
Continuando a sonhar.

Amor,só amor, nada mais
São as mais lindas credenciais
Que só os sonhos podem ter.
Sonhar que o amor é eterno.
Sonhar que ele não tem inverno
Sonhar de amar a valer.

Como é bom sonhar de amor
De uma mulher, linda flor
De um perfume campestre.
Sonhar que no nosso peito
Mora um amor perfeito
E o Paraíso terrestre.

OBRIGADO MINHA MÃE








Obrigado minha mãe, por temos sidos pobres
Nunca me podes-te dar uma instrução superior
Mas fomos felizes assim, com sentimentos nobres
Ensinaste-me os sentimentos e o que era o amor.



Eu que tanto queria ser instruído, na vida ser alguém.
Invejava os que tinham muitas possibilidades de estudar,
Muitos dos meus colegas de escola foram mais além
E eu não estudei e com onze anos comecei trabalhar.



Hoje vejo muitos que estudaram e são doutores
Em medicina , em farmácia e até alguns advogados.
Minha mãe, te agradeço de me teres ensinado o amor
Pois que os instruídos há muitos que são malcriados.



Que me serviria em tribunal defender um criminoso
Se eu preferia que ele fosse condenado com rigor?
Não sou um cretino, não sou cínico, mas amoroso
Da boa educação, da moral e estar na vida com pudor.



Fiquei com a instrução primária e agora não o lamento.
Sei dar mais valor à vida, das dificuldades que se herda.
Mesmo não tendo ciclo superior escrevo com sentimento
Eu sei, meus amigos que os meus escritos são uma merda.




















lundi 15 août 2011

ESSE PARAÍSO ACABOU DEMENTE



Quando o planeta Terra foi formado
Não havia que uma bela montanha
Imponente, desconhecendo o pecado
Deixando sair o calor das suas entranhas.

Montanha essa, formada de ser humanos.
Todos de mãos dadas, nos lábios um sorriso
Prometeram que assim seria ao longo dos anos,
E que a terra não seria que um lindo Paraíso.

Assim essa montanha foi vivendo feliz,
Não havia que amor, coração bem quente
Mas pouco a pouco, foi apodrecendo a raiz
Pouco a pouco esse Paraíso acabou demente.

Veio o Sol que tentou lhe dar nova vida
Mas ficou triste, tudo fez, mas foi enganado.
A Lua entre essa demência ficou perdida
Pois que o coração da montanha , está gelado.

A MAGIA DO BEIJO



Um beijo dado seja por amor
Seja por amizade
Ou mesmo por simpatia,
É uma guloseima
Que não faz engordar.
E se for dado ao romper do dia,
Dá mais força
Dá muita alegria
A quem o recebe
E a quem o sabe dar.

jeudi 11 août 2011

VOU PERGUNTAR A DEUS


Escrevi este texto que é um grito de revolta por todos esses crimes cometidos sobre crianças indefesas,não quero de maneira nenhuma ofender todos aqueles que acreditam em não importa qual religião.
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Vou perguntar a Deus o porquê
De tantas crianças raptadas
Será que lá dos Céus não vê
Crianças e famílias destroçadas.

Se Deus, dizem, que Ele tudo vê
Porquê Ele não protege essas crianças
Começo a acreditar que Deus Ele não é
E que tudo o que se diz Dele são semelhanças.

Qual foi o pecado por elas cometido?
Por qual razão são elas castigadas?
Os seus sós pecados foi terem vivido
Por quem lhe chamam Deus, abandonadas.

mardi 9 août 2011

ENTERREI AS MINHAS RECORDAÇÕES


Enterrei as minhas recordações
Num canteiro do meu jardim;
Os desgostos e as ambições
E cobri tudo com o jasmim.

Assim ficarão perfumados
Do que foi a minha vida
Feita de amores e pecados
Nasci com a minha sina lida.

Ao redor desse canteiro
Plantei os meus amores;
Uma cruz e um letreiro
Aqui jazem as minhas dores.

Bem à vista dos visitantes
Escrito também estão ali
As mais belas variantes
Dos erros que cometi.

Por vezes tenho saudades
Outras vezes sinto repúdio
Entre desgosto e felicidade
Da vida vivida no prelúdio.

Pois que não se pode viver hoje
Uma vida que é de amanhã
Assim a mocidade nos foge
De uma maneira nada sã.

lundi 8 août 2011

AQUILO QUE OS POETAS ESCREVEM


Tenho em cima da mesa um papel branco cheio de nada.
Tenho o meu cérebro que procura uma possível inspiração.
Rolando nos meus dedos uma caneta que ri à gargalhada,
Pois que ela já compreendeu que escrever é uma ilusão.

Sim ilusão. Porque pensava que era bem fácil ser poeta
Bastava escrever uma palavras que dariam algumas rimas.
Puro engano! Ser poeta, não é só inspiração, nem pateta,
Tem que se ter coração, ideias puras, e nada de pantomina.

Por vezes acontece que a minha caneta não tem preguiça
E sozinha começa a escrever sem que eu lhe diga o quê.
Acho estranho, deixo-a continuar se a sua vontade se atiça
Depois de ter terminado, não fico admirado se ninguém me lê.

A razão é simples. Se eu não sou poeta apenas sei escrever
Como quem foi à escola, sou como o comum dos mortais.
O melhor é deitar fora a minha caneta e me contentar de ler
Aquilo que os poetas escrevem, nada mau, posso pedir mais?

mercredi 27 juillet 2011

SÓ O EU CONTA, O RESTO É CÍNISMO


Saberei eu quando a descriminação acabará?
Saberei eu quando a igualdade, essa chegará?
Não sou jovem, não tenho muito tempo para ver
Mas gostaria de a ver chegar enquanto eu viver.

Sei que é tão difícil enquanto houver egoísmo
Enquanto só o eu conta., o resto é só cinismo,
Senão porquê se ser alguém que é bem apreciado
De repente muda e o simpático é desprezado.

Porquê se vive num mundo onde é só amor
E de repente tudo muda, tudo é frio, sem calor.
Porquê há tantos beijinhos e tantos abraços
Porquê a corda acaba por quebrar os laços.

Porquê passávamos na rua, e havia sorrisos,
Porquê nessa mesma rua hoje só há granizo?
Porque deixou de haver a bela convivência
Que nos meus tempos havia, talvez por inocência.

MOMENTO INFELIZ



Sou fera
Sou Anjo
Sou quimera
Sou banjo

Se fera ferida
Ataco feroz
Aureola perdida
É corda partida
Instrumento atroz

Quimera banida
Momento infeliz,
Tiraram-lhe a vida
Feriram-lhe a raiz

mardi 19 juillet 2011

O DESTINO DE UM ALGUÉM

Caminhei naquelas vielas estreitas, onde mora a vida.
Como é difícil caminhar naquele empedrado negro
As paredes quase se tocam, a luz do sol está esquecida
Só as sombras caminhavam comigo, vi passar um morcego.

O meu corpo comprimido entre aquelas paredes, gemia
Sentia que a vida o fazia sofrer mas não havia avenida
Onde ele pudesse caminhar sem sofrimento, com alegria
Mas para ele estavam destinadas velhas vielas perdidas

Tentei abandonar esses caminhos sinuosos, perigosos
Uma força estranha me negava um caminho cristalino.
Cedi. Continuei a caminhar nesses caminhos impiedosos
Fiquei convencido que o meu caminho, era o meu destino

vendredi 15 juillet 2011

QUANDO EU MORRER

Há já bastante tempo que ando a reflectir
A reflectir a que devo fazer do meu corpo
No dia da minha morte, me levantar e fugir?
Não, isso não pode ser, sou considerado morto.

Mas o que mais me entristece, é de saber
Que sou enterrado e vou ocupar o terreno
Saber que depois há quem vá chorar, sofrer
Enquanto lá dentro estou num sono sereno.

Já pensei em me fazer incinerar, porque não?
Não sentirei nada e até parto bem quentinho
Mas o fumo, sim o fumo, vai ajudar a poluição
E os ecologistas ainda me vem agarrar o colarinho

Então que fazer?Penso que o melhor é não morrer.
Vai ser difícil, mas porque não tentar? Brincadeira
Mas para não incomodar ninguém, vamos lá ver
Prefiro ir ao enterro dos outros em alegre cavaqueira.

jeudi 30 juin 2011

O AMOR MORRERÁ COMIGO



Images Skyrock




O amor! Encontrei-o e comigo o guardei.
Mas quem não gosta do amor, de ser amado?
Se alguém há, é porque do amor nada sei,
Não compreendo se o deixam abandonado.


Quem tem um coração terá que sentir o amor
Se assim não for, no seu lugar há uma pedra,
Fria, que despreza, não sabe amar nem uma flor
E o amor vai morrendo e é o ódio que medra.


Amar de amor uma mulher, e as nossas crianças
Amar a natureza, o mar , a montanha, o prado
Amar as romarias, a música, a poesia, as danças.
Amar a paz, a harmonia, ajudar sem estar cansado.

O amor tem envelhecido comigo, e é jovem
Mal grado tantos anos a vivermos sempre juntos
Amei em criança, adolescência e mesmo homem
Irá comigo na hora do adeus, seremos dois defuntos.
 







mercredi 29 juin 2011

E SE OS PAÍSES MUDASSEM DE NOME

Image l'internaut Arnaud Dufresne


E se os países do Mundo mudassem de nome?
Um se chamasse Amor, outro se chamasse Paz
Outro se chamasse Flor, um outro Felicidade
Que nenhum se chamasse Tristeza, nem incapaz
Que nenhum precisasse de estender a mão à caridade.

Um que se chamasse Fartura, um outro, Alegria,
Ainda um que se chamasse Paraíso de Pureza
Ou ainda um outro que Éden se chamasse, lindo.
Mas não é fácil mudar tudo, disso tenho a certeza
Porque me chamarão doido se caminho rindo.

Outro que se chamasse Luar para ter vida prateada
Outro que se chamasse Aurora, para ser Boréal.
E se houvesse um que se chamasse Fraternidade
Onde todos pudessem dar a mão sem pensar ao mal
Mas que bom seria um Mundo nomeado Igualdade

Nestes Países chamados Franqueza sem cinismo
Todos poderíamos viver sem alguma rivalidade.
No fim, todos queremos viver em Paz sem stress,
Todos clamam para terem direito à liberdade
Mas nem em todos Países, essa amada aparece.

samedi 25 juin 2011

PODES-ME CHAMAR LOUCO



image maelycel-centerblog


Louco!… sim, podes-me chamar louco
Pois que na verdade estou louco por ti.
A minha loucura está no meu coração
Pois ele sofre e não é assim tão pouco.
Sofre quando e sempre que estás ausente
É um coração ciumento, sofre de amor
Ele quer que o teu o ame, não quer sofrer
Por isso fica louco se não estás presente.
O amor, meu amor é a fonte pura da vida
Sem ele não se pode viver com felicidade
Dois seres que não se amam é vida perdida
São duas almas que vagueiam sem norte
Sem estrela que os guie para o Paraíso
Sem Paraíso de amor é viver sem suporte

PÉTALAS CAÍDAS NO CHÃO



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Continuo a pensar naquelas noites
Naquelas horas, dias e madrugadas
Em que o amor nos invadia.
O teu corpo no meu se espreguiçava
Os nossos corações cantavam
Belas e Celestiais melodias.
Com as lágrimas do prazer
Lavávamos os nossos pecados
Pecados de dois corpos enamorados.
Desfolhávamos nossos corpos
Como quem desfolha uma flor.
As pétalas caídas no chão
Foi tudo o que do nosso amor ficou,
Eram o símbolo do nosso amor.
Ficou somente o perfume
Dessas flores desfolhadas,
Flores que foram por nós amadas